30
jul
CATEGORIA: Textos, Viagem

Na Europa: Itália – Roma, Verona e Veneza

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Depois de altas aventuras, chegamos em Roma! Pra começar, o acampamento tinha piscina, wi-fi e ficamos em casas/barracas que tinham cama e luz elétrica: nada do que esperávamos. Assim é fácil acampar. Como estava um calor digno de Rio de Janeiro em Janeiro, ficamos na piscina até dar a hora de irmos encontrar com o pessoal do grupo de viagem para o tour pela cidade. Eu e Marcela somos as únicas brasileiras, a maioria das pessoas vem dos EUA, Inglaterra, Austrália.

Roma é linda, exatamente tudo que você pode esperar de uma cidade européia, com ruelas charmosas e ruas de paralelepipedo e então você se vê numa praça com algum monumento ou prédio ou fonte enorme. Alias, agradeço a todas as fontes d’agua espalhadas pela cidade que me vizeram economizar vários euros em água.

Voltamos para o acampamento depois de horas andando no sol, jantamos com o resto do grupo e fomos todos pra piscina de novo. Mais tarde o bar do acampamento (sim, tem bar. Bar, supermercado e lugar pra lavar roupa) deu uma festa ABC – Anything But Clothes, ou qualquer coisa menos roupas. O que isso significa? Que todos nós fizemos vestidos de sacos de lixo e lençois. Talvez fosse mais divertido se não estivesse tão quente pra usar plástico como roupa, no meio da festa desisti do meu vestido de lixo e fui colocar um normal de tecido mesmo.

No dia seguinte partimos para Veneza, mas com uma rápida parada em Verona primeiro. Pra quem não sabe, Verona é a cidade de Romeu e Julieta e absolutamente tudo na cidade envolve isso. A cidade é charmosa, mas não tem muita coisa pra fazer além de ir apertar o peito direito da estátua da Julieta, que dizem trazer sorte no amor. E eu também não consegui aproveitar tanto porque fiquei o dia inteiro passando muito mal.

Chegamos no nosso acampamento em Veneza e finalmente o acampamento de verdade começou. Tivemos que montar nossa primeira barraca. Ficou tão bonita que quase chorei de emoção. A pior parte de ter que dormir em uma barraca é que é quase uma estufa. Mas isso ia mudar no dia seguinte. O acampamento era da mesma linha do outro. Tinha wi-fi, piscina, bar, supermercado e tudo mais. Queria ter ido a piscina, mas como estava passando mal, optei por fritar na barraca mesmo e ficar na minha. O que foi legal mesmo assim, porque uma galera ficou lá comigo enquanto os outros foram pra festa no bar a noite.

Enfim, dormimos e no dia seguinte fomos conhecer a cidade. Veneza é uma cidade completamente turistica. Gucci e Dior em tudo quanto é lugar e vários restaurantes chiques espalhados pela cidade. É a coisa mais fácil do mundo se perder, as ruas não tem sentido algum. Fomos todos passear de barquinho pelos canais de Veneza e depois nos deixaram livres para nos perdermos pela cidade. Almoçamos em um restaurante, pedi gnocchi aos 4 queijos (nham nham nham) e depois fomos passear. Eu tomava gelatto a cada esquina e todo mundo comprou máscaras. Algumas era muito assustadoras, fico imaginando o pesadelo que seria ser acordado por alguém usando aquilo. Depois começou a chover e tudo que eu conseguia pensar era na minha barraquinha e se estaria tudo bem com as minhas coisas.

Depois de horas e horas andando por Veneza, eu estava morta. Não tinha um músculo no meu corpo que não doece, mal conseguia levantar minha bolsa. Voltamos de “boat bus”, que, como o nome sugere, é uma especie de ônibus só que é um barco. Apaguei. A viagem durava 45 minutos, dormi assim que entrei e só me acordaram na hora em que tinhamos que sair.

Voltamos para o acampamento, nossa barraca estava inteira. Tinhamos colocado uma capa antes de sair para protege-la da chuva, que não tinha sido muita, e aquilo tinha funcionado. O problema veio algumas horas depois, quando veio uma tempestade de verdade. Tivemos que correr para prender a capa no chão para não correr o risco dela sair voando, amarramos uma barraca na outra e corremos para dentro. Ouviamos os trovões de dentro da barraca e ficamos lá por algumas horas. Enquanto estavamos lá presas, decidi dormir. Só que ao invés de dormir, entrei em coma e dormi até o dia seguinte, o que significa que perdi a festa na piscina. A Marcela disse que quando ela entrava na barraca, eu nem me mexia, continuava na minha posição fetal dormindo. Mas tudo bem, porque eu tava com frio mesmo.

Hoje de manhã arrumamos nossas coisas, desarmamos as barracas, entramos no ônibus e saimos em direção a Viena, onde nos devemos chegar em algumas horas. Sei que não vai ter piscina no acampamento, só espero que tenha wi-fi, hahaha.

PS: Tem wi-fi. Tá ventando horrores, pelo menos não vamos passar o calor que passamos na Itália. Até agora estou apaixonada por Viena!

27
jul
CATEGORIA: Textos, Viagem

Na Europa: Paris, je t’aime

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Cheguei na Europa dia 23, hoje (quando estou escrevendo esse texto, não o dia que eu vou postar, só deus sabe quando terei wi-fi apartir de agora) é dia 26, o que significa que estou aqui a apenas 4 dias. Não sabia que dava pra acontece tanta coisa em tão pouco tempo.

Eu e Marcela chegamos do Brasil em Londres as 14h. Nem aproveitamos muito pois no dia seguinte já fomos para Paris – Londres terá que nos esperar voltar no final da viagem.

Foi ai que as coisas começaram a desandar. Fizemos o checkin normalmente, e fomos procurar o nosso portão. A Marcela disse que nosso portão era o C56, teriamos que pegar um trem dentro do próprio aeroporto para chegar lá. Sem problemas, ainda tinhamos meia hora.

Assim que chegamos no tal portão, vimos que o voo que saia de la não tinha nada a ver com Paris. Como assim??? Pedimos informção e nosso portão na verdade era A2, que ficava lá de onde nós tinhamos vindo. É, só que agora tinha 15 minutos para o avião decolar.

Não consigo lembrar qual a última vez que corri tanto. A Marcela desesperada me pedindo mil desculpas por ter visto o portão errado. Calma, viagem sem perrengue não é viagem. Isso ai vai acabar se tornando nosso lema nos próximos dias. Chegamos no portão e damos nossas passagem para o senhor, que as passa no leitor de código de barras. Na tela aparecia que estavamos tarde demais para o nosso voo. Daora. Explicamos a situação e ele liga para o avião e diz que podemos ir, mas correndo muito.

Temos que passar de novo pela segurança, tirar sapatos, notebook da mochila, passar por detector de metais e tudo isso. Saimos correndo descalças pelo aeroporto (perda de tempo botar o sapato de volta) atropelando algumas velhinhas e de repente sinto minha mochila arrebentar. Daora. Vou correndo levando a mochila abraçada comigo.

Mas conseguimos pegar o voo. Suando loucamente. Alias, ja mencionei o calor que está aqui? Pois é, estou derretendo. A pior parte é que nada aqui tem ar condicionado, só se der muita sorte. Nem ventilador. Uó.

Enfim, chegamos em Paris! Recebidas no aeroporto por um arco-íris, sério. Pegamos o ônibus e la vamos nós para a casa do Simon, nosso host em Paris (merci, Simon, Marco y Alex!). O apartamento ficava a 2 quadras do Champ de Mars, o parque da Torre Eiffel. Ele nos levou lá para dar uma volta e depois fomos comer num restaurante e já meio tarde, aproveitando que o metro ainda estava aberto, voltamos para o apartamento.

Ficamos conversando com ele e os outros meninos que ele divide apartamento até mais tarde ainda, o que significa que não dormimos quase nada, porque no dia seguinte acordamos bem cedo para ir para Giverny, a cidade de Claude Monet, o que era uma pequena viagem. Tinhamos que pegar o metro, um trem e um onibus para chegar lá.

Pegamos o metro, fizemos baldiação, pegamos outra linha, saltamos, então a Marcela foi pegar o celular para conferir onde era a estação de trem que tinhamos que ir. Pera, cadê o celular? Pois é, roubaram. Em Paris, olha que irônia. Enfim, não tinha o que fazer, continuamos nossa viagem para ver o jardim de Monet.

A cidade é minima, toda florida. Sou apaixonada por Monet desde pequena quando teve uma exposição dos quadros dele no Rio. O jardim é lindo e enorme (não como o de Versailles, mas são coisas que não se comparam). No geral o passeio saiu um pouco caro, mas valeu cada centavo.

Voltamos para Paris e saimos para dar uma volta. Andamos desde quase a Bastille até a Torre Eiffel. Acredite em mim, é muito. Ainda mais pra quem estava na rua andando desde 8 da manhã.

Então paramos em um restaurantezinho para acessar o wi-fi e tentar descobrir onde podiamos comprar sacos de dormir (porque nos vamos acampar. Ainda não sei como isso vai ser, quando descobrir eu conto). Adivinha onde era a loja? Perto do Louvre, onde nós estavamos antes! Lá foram as retardadas voltar, mas dessa vez de metro, porque ninguém aguentava mais.

E depois ainda voltamos para a Torre Eiffel de novo porque tinhamos comprado tickets para um passeio de barco pelo rio Sena que supostamente era por lá, mas que depois descobrimos não, não era perto não. E la fomos nós andar mais ainda.

Depois voltamos para o apartamento dos garotos, decidimos não sair porque estavamos extremamente cansadas e queriamos acordar cedo no dia seguinte para ir ao Palácio de Versailles. Pena que não adiantou nada não sair, porque ficamos acordados até as 6 da manhã conversando.

Acordamos as 10, deixamos nossas malas arrumadas e saimos para Versailles. Não me importo muito com palácios, mas que jardim!

Depois voltamos para buscar nossas malas e saimos para a estação de trem para ir para Roma. Todos os terminais de atendimento era em francês e não estavamos conseguindo retirar as nossas passagens, então pedimos ajuda para um funcionário nos ajudar. Ele disse que nosso ticket era por uma empresa italiana bem pequena e não a que ele trabalhava, mas que podia nos levar até a sala deles e que lá poderiamos tirar nossos tickets.

Chegamos la e demos o numero de reserva que a agência com a qual compramos as nossas passagens de trem cujo nome não vou falar, mas que começa com S e termina com TB, nos deu. O atendente disse que aquilo era o numero de reserva do site no qual a compra tinha sido feita por eles, e não o numero de reserva dos nossos tickets.

E foi ai que os problemas começaram. No site da compra não tinha como pegar o eticket, porque a compra tinha sido feita pela STB e não por nos. A STB não atendia porque era (ou seria “é” já que isso aconteceu hoje?) feriado no Brasil e no site não tinha nenhum numero para emergencias. A Marcela desesperada chorando com a maquiagem toda borrada e eu repetindo um mantra para ela, “calma, vai ficar tudo bem”. O 0800 do site em que tinha sido feita a compra não dava para ligar do exterior, então entrei no facebook e pedi para todos que eu conhecia ligarem para lá para explicar a situação e nos dar o numero de reserva com a empresa de trem. A resposta de todos foi a mesma: o 0800 estava em horario de almoço e voltava em uma hora. Mas meu trem saia em 20 minutos! Como um 0800 inteiro está em horário de almoço?

A gente precisava estar em Roma no dia seguinte, não tinha discussão. Lá vamos encontrar com o pessoal da excursão que vai nos levar para o resto da Europa. A solução ia ser pagar mais (facada no coração) 170 euros para ir para Milão e de lá para Roma. Isso se não fosse o caridoso atendente da empresa que ficou com pena da gente (provavelmente mais da Marcela que tava sentada num canto chorando sem saber o que fazer) e disse “não posso ficar aqui sem tentar nada”. Ele ligou para o trem e explicou a situação e disse que era para irmos lá que o responsável pela viagem ia tentar encaixar a gente nos lugares que sobrassem (que obviamente iam sobrar, apesar do trem já estar lotado, porque dois daqueles tickets era nossos de qualquer forma).

O cara foi muito prestativo. Nos levou até o restaurante do trem e disse que assim que todos estivessem abordo ele ia nos levar para a cabine que estivesse vazia. E aqui estou eu, na cabine, indo para Roma. E lá vamos encontrar com o pessoal da excursão e ir acampar. Tô com medo do que vai ser disso. Fiquem ligados para os próximos episódios.

PS: Chegamos em Roma. Tá muito chato aqui no acampamento, aff. Tem piscina, wi-fi, sol, chatíssimo.

Assim que der posto as fotos da viagem :)

22
jul
CATEGORIA: Fotos

Piquenique do dia do amigo

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Sábado de sol, aluguei um caminhão praaaa levar a galera pra comer feijão.
Chegando láá, mas que vergonha só tinha sanduíches, bolo, biscoito, pão de mel e outras coisas.

No dia do amigo eu e alguns amigos (dã) resolvemos fazer um picnic. Parte pelo dia do amigo, parte pela minha despedida, parte pela despedida da Lellis, parte pelo meu amigo Carlos estar no Brasil e parte só porque estavamos afim de fazer algo diferente mesmo.

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