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jul
CATEGORIA: Textos, Viagem

Na Europa: Paris, je t’aime

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Cheguei na Europa dia 23, hoje (quando estou escrevendo esse texto, não o dia que eu vou postar, só deus sabe quando terei wi-fi apartir de agora) é dia 26, o que significa que estou aqui a apenas 4 dias. Não sabia que dava pra acontece tanta coisa em tão pouco tempo.

Eu e Marcela chegamos do Brasil em Londres as 14h. Nem aproveitamos muito pois no dia seguinte já fomos para Paris – Londres terá que nos esperar voltar no final da viagem.

Foi ai que as coisas começaram a desandar. Fizemos o checkin normalmente, e fomos procurar o nosso portão. A Marcela disse que nosso portão era o C56, teriamos que pegar um trem dentro do próprio aeroporto para chegar lá. Sem problemas, ainda tinhamos meia hora.

Assim que chegamos no tal portão, vimos que o voo que saia de la não tinha nada a ver com Paris. Como assim??? Pedimos informção e nosso portão na verdade era A2, que ficava lá de onde nós tinhamos vindo. É, só que agora tinha 15 minutos para o avião decolar.

Não consigo lembrar qual a última vez que corri tanto. A Marcela desesperada me pedindo mil desculpas por ter visto o portão errado. Calma, viagem sem perrengue não é viagem. Isso ai vai acabar se tornando nosso lema nos próximos dias. Chegamos no portão e damos nossas passagem para o senhor, que as passa no leitor de código de barras. Na tela aparecia que estavamos tarde demais para o nosso voo. Daora. Explicamos a situação e ele liga para o avião e diz que podemos ir, mas correndo muito.

Temos que passar de novo pela segurança, tirar sapatos, notebook da mochila, passar por detector de metais e tudo isso. Saimos correndo descalças pelo aeroporto (perda de tempo botar o sapato de volta) atropelando algumas velhinhas e de repente sinto minha mochila arrebentar. Daora. Vou correndo levando a mochila abraçada comigo.

Mas conseguimos pegar o voo. Suando loucamente. Alias, ja mencionei o calor que está aqui? Pois é, estou derretendo. A pior parte é que nada aqui tem ar condicionado, só se der muita sorte. Nem ventilador. Uó.

Enfim, chegamos em Paris! Recebidas no aeroporto por um arco-íris, sério. Pegamos o ônibus e la vamos nós para a casa do Simon, nosso host em Paris (merci, Simon, Marco y Alex!). O apartamento ficava a 2 quadras do Champ de Mars, o parque da Torre Eiffel. Ele nos levou lá para dar uma volta e depois fomos comer num restaurante e já meio tarde, aproveitando que o metro ainda estava aberto, voltamos para o apartamento.

Ficamos conversando com ele e os outros meninos que ele divide apartamento até mais tarde ainda, o que significa que não dormimos quase nada, porque no dia seguinte acordamos bem cedo para ir para Giverny, a cidade de Claude Monet, o que era uma pequena viagem. Tinhamos que pegar o metro, um trem e um onibus para chegar lá.

Pegamos o metro, fizemos baldiação, pegamos outra linha, saltamos, então a Marcela foi pegar o celular para conferir onde era a estação de trem que tinhamos que ir. Pera, cadê o celular? Pois é, roubaram. Em Paris, olha que irônia. Enfim, não tinha o que fazer, continuamos nossa viagem para ver o jardim de Monet.

A cidade é minima, toda florida. Sou apaixonada por Monet desde pequena quando teve uma exposição dos quadros dele no Rio. O jardim é lindo e enorme (não como o de Versailles, mas são coisas que não se comparam). No geral o passeio saiu um pouco caro, mas valeu cada centavo.

Voltamos para Paris e saimos para dar uma volta. Andamos desde quase a Bastille até a Torre Eiffel. Acredite em mim, é muito. Ainda mais pra quem estava na rua andando desde 8 da manhã.

Então paramos em um restaurantezinho para acessar o wi-fi e tentar descobrir onde podiamos comprar sacos de dormir (porque nos vamos acampar. Ainda não sei como isso vai ser, quando descobrir eu conto). Adivinha onde era a loja? Perto do Louvre, onde nós estavamos antes! Lá foram as retardadas voltar, mas dessa vez de metro, porque ninguém aguentava mais.

E depois ainda voltamos para a Torre Eiffel de novo porque tinhamos comprado tickets para um passeio de barco pelo rio Sena que supostamente era por lá, mas que depois descobrimos não, não era perto não. E la fomos nós andar mais ainda.

Depois voltamos para o apartamento dos garotos, decidimos não sair porque estavamos extremamente cansadas e queriamos acordar cedo no dia seguinte para ir ao Palácio de Versailles. Pena que não adiantou nada não sair, porque ficamos acordados até as 6 da manhã conversando.

Acordamos as 10, deixamos nossas malas arrumadas e saimos para Versailles. Não me importo muito com palácios, mas que jardim!

Depois voltamos para buscar nossas malas e saimos para a estação de trem para ir para Roma. Todos os terminais de atendimento era em francês e não estavamos conseguindo retirar as nossas passagens, então pedimos ajuda para um funcionário nos ajudar. Ele disse que nosso ticket era por uma empresa italiana bem pequena e não a que ele trabalhava, mas que podia nos levar até a sala deles e que lá poderiamos tirar nossos tickets.

Chegamos la e demos o numero de reserva que a agência com a qual compramos as nossas passagens de trem cujo nome não vou falar, mas que começa com S e termina com TB, nos deu. O atendente disse que aquilo era o numero de reserva do site no qual a compra tinha sido feita por eles, e não o numero de reserva dos nossos tickets.

E foi ai que os problemas começaram. No site da compra não tinha como pegar o eticket, porque a compra tinha sido feita pela STB e não por nos. A STB não atendia porque era (ou seria “é” já que isso aconteceu hoje?) feriado no Brasil e no site não tinha nenhum numero para emergencias. A Marcela desesperada chorando com a maquiagem toda borrada e eu repetindo um mantra para ela, “calma, vai ficar tudo bem”. O 0800 do site em que tinha sido feita a compra não dava para ligar do exterior, então entrei no facebook e pedi para todos que eu conhecia ligarem para lá para explicar a situação e nos dar o numero de reserva com a empresa de trem. A resposta de todos foi a mesma: o 0800 estava em horario de almoço e voltava em uma hora. Mas meu trem saia em 20 minutos! Como um 0800 inteiro está em horário de almoço?

A gente precisava estar em Roma no dia seguinte, não tinha discussão. Lá vamos encontrar com o pessoal da excursão que vai nos levar para o resto da Europa. A solução ia ser pagar mais (facada no coração) 170 euros para ir para Milão e de lá para Roma. Isso se não fosse o caridoso atendente da empresa que ficou com pena da gente (provavelmente mais da Marcela que tava sentada num canto chorando sem saber o que fazer) e disse “não posso ficar aqui sem tentar nada”. Ele ligou para o trem e explicou a situação e disse que era para irmos lá que o responsável pela viagem ia tentar encaixar a gente nos lugares que sobrassem (que obviamente iam sobrar, apesar do trem já estar lotado, porque dois daqueles tickets era nossos de qualquer forma).

O cara foi muito prestativo. Nos levou até o restaurante do trem e disse que assim que todos estivessem abordo ele ia nos levar para a cabine que estivesse vazia. E aqui estou eu, na cabine, indo para Roma. E lá vamos encontrar com o pessoal da excursão e ir acampar. Tô com medo do que vai ser disso. Fiquem ligados para os próximos episódios.

PS: Chegamos em Roma. Tá muito chato aqui no acampamento, aff. Tem piscina, wi-fi, sol, chatíssimo.

Assim que der posto as fotos da viagem :)

  1. Nathália Oliveira 27/07/2013 | 09:26

    Eu sempre quis ir para paris, meu sonho

  2. Matt Cabot 27/07/2013 | 09:46

    Que doideira!
    Boa sorte e aproveite, ein hahha E mande melhoras pra Marcela!

  3. Eduarda Dias 27/07/2013 | 09:50

    Grava os vlogs gabbie por favor é bem mais legal :D

  4. Carlos Braz 27/07/2013 | 10:15

    Que bela viagem

  5. Mayla 27/07/2013 | 10:31

    Eu adorei a sua viagem mais acho que ficaria melhor ainda se você a gravasse em vlogs.

  6. Lucas Meireles 28/07/2013 | 01:32

    KKKK vc escreve de uma maneira que não consigo parar de ler kkkkkk muito bom <3

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