14
ago
CATEGORIA: Filmes, Fotos, Viagem

Na Europa: Harry Potter Studio Tour

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Segunda feira acordei cedo para pegar o trem que ia para Watford, onde fica o Studio da Warner onde foi gravado Harry Potter! A Marcela tinha tentado comprar ingresso para a tour também, mas eu peguei exatamente o último ingresso para segunda – o unico dia que ainda tinha ingresso para o período em que iriamos ficar em Londres. Foi o destino.

Enfim, eu nunca soube que podia chorar tanto em um lugar. Comecei a chorar assim que entrei no Studio e fui chorando até o final.

O tour começa com um rápido filminho falando sobre como foi o fenômeno de Harry Potter, depois vamos para uma sala de cinema, onde vemos outro filme, dessa vez sobre o making of dos filmes. No final, a entrada de Hogwarts aparece na tela e a tela começa a subir. Por trás tem a entrada de verdade para Hogwarts! As portas se abrem e entramos no Salão Principal.

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11
ago
CATEGORIA: Textos, Viagem

Na Europa: London Calling

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O que se faz assim que se chega em Londres depois de duas noites sem dormir em Amsterdã? Você vai pra despedida de solteira de uma das suas melhores amigas, claro!

Foi assim que começou a minha estadia em Londres. Cheguei por volta das 19h na cidade, e fui para o parque encontrar com a Giu – minha amiga que mora aqui e vai casar – e as amigas dela com a minha mala e mochila para um picnic. Elas tinham acabado de sair de uma aula de pole dance que eu perdi porque não consegui chegar mais cedo.

Ficamos lá por um tempo comendo japones e conversando e depois saimos para uma boate. Ainda com a mochila e mala. O segurança até pensou em revistar a minha mala, mas desistiu no meio do caminho, só pediu para abrir, deu uma rápida olhada e me deixou entrar. Larguei tudo no numa salinha dentro da boate, uma libra por cada volume, e saimos pra dançar. A boate era bem pequena, daquelas underground que só quem mora em Londres conhece. No meio da noite teve um show nada a ver com nada, a balada era de hip hop e o show era de rock alternativo com uma garota vestida de anjo/fada de cabelo rosa. Até pensamos em ir embora, mas o show foi bem rápido.

Voltamos pra casa bem tarde e eu, que não dormia mais que 4 horas a uns 5 dias estava a ponto de morrer ali na pista mesmo. Ia sair em todos os jornais, aposto. Felizmente consegui viver até chegarmos em casa, onde encontramos com o noivo da minha amiga e os amigos dele. Só deus sabe quando eles foram embora e eu pude dormir, pode ter sido 5 minutos ou 3 horas, eu estava cansada demais pra contar.

Acordei cedo demais no dia seguinte para o quão cansada eu estava e a hora que tinha ido dormir, mas desconfio que o sofá-cama confortável me deixou confusa. Como assim espaço e cobertor? Como assim um teto? As pessoas dormem assim? Cadê o vento gelado e os pensamentos de morte com a chuva? Enfim, sai com a Giu e fomos numa feira africana aqui pelo bairro em que ela mora e depois comemos em um restaurante turco (que aparentemente foi eleito o melhor restaurante turco da região). Comida turca é uma delicia, só é meio apimentada para o meu paladar carioca.

Depois fomos a Oxford Street encontrar a Marcela e a Carol, amiga dela. Pulamos de loja em loja, algumas fazendo comprar e outras só olhando as coisas que nunca vamos ter por serem caras demais.

Voltamos para casa mortas de tanto andar, junto com o cansaço da noite anterior que não tinha sido completamente curado ainda. Ficamos só o suficiente para decidir onde iriamos jantar. Fomos em um restaurante italiano meio chiquezinho do bairro, comi uma pizza deliciosa de gorgonzola, alguma folha verde desconhecida e nozes e voltamos para casa para descansar.

No dia seguinte, supostamente eu deveria ir para Manchester com a Max, mas desisti para aproveitar mais Londres. Fui com a Giu e o noivo para uma Upper Street Islington, onde tem vários brechôs, lojinhas legais e feiras de antiquidades. Tudo lá parecia fofo e diferente. Alias, tudo aqui em Londres parece ser meio hipster.

Depois fomos para o Centro passear. A Giu e o noivo foram sair para resolver coisas do casamento e eu fui passear (ou me perder) por Londres. Andei bastante no centro, fiz umas comprinhas aqui e ali (comprei tinta rosa para o cabelo: aguardem futuras merdas) e sai para ver London Eye.

Alias, não tinha ideia de que era uma grande feira ali perto do London Eye. Cheia de crianças e carroseis e outros brinquedos. Atravessei a ponte, que dá uma vista linda de London Eye e do Big Ben e voltei para casa.

O noivo da Giu fez macarrão a carbonara e comemos assistindo um filme. Quero dizer, era pra assistir, mas eu e a Giu dormimos no meio. Eu ainda estava morta de cansada de tudo, acho que ainda não me recuperei de Amsterdã e Berlim.

No dia seguinte, sai para ver o Brick Lane Market, uma feira que só acontece domingo com, bem, tudo. Comida, roupa, tapete, mascara, plug de tomada, o que você quiser tem lá. Além de vários brechôs legais pelas ruas da feira.

Depois sai para Camden Town – o bairro onde nasceu o punk. Olha, dei graças a deus que eu não tinha dinheiro, porque se tivesse, depois de ir para Camden Town eu não teria mais. Alias, fui comprar umas blusas e chorei tanto, mas tanto, que o cara fez um super desconto e no final quando eu estava indo embora, colocou mais uma blusa encondido do chefe na minha sacola. Se quiserem falar de barganha, falem comigo.

Voltei para casa, larguei as comprar e sai para procurar um chá – que ela não sabia a marca e eu muito menos – para a minha mãe. Só que domingo a “noite” (era de noite, mas não tinha escurecido ainda) não tem nada aberto. E quando eu finalmente achei um supermercado aberto, não sabia que diabo de chá comprar e desisti.

Acabei de voltar para casa e já tô com sono de novo. Acho que meu corpo tá pedindo pra sair. Calma corpinho, estamos pegando leve agora, vai dar tudo certo.

08
ago
CATEGORIA: Textos, Viagem

Na Europa: Amsterdã

No Red Light District, Amsterdã

No Red Light District

Não lembro nada de Amsterdã. Fim. Brinks, lembro sim.

Chegamos no camping de Amsterdã – depois de dormir em camas de verdade em Berlim, voltar para o camping já ia ser duro, mas esse de Amsterdã foi o pior de todos – montamos nossas barracas e saimos para o Red Light District.

Minha primeira impressão foi péssima. Tudo parecia sujo, nenhum lugar aceitava cartão (o que sempre me deixa insegura, por que você não quer aceitar meu cartão? O que você tá tentando esconder, hein?), eu não conseguia tirar dinheiro no caixa eletrônico sabe deus porque, todos os lugares para comer pareciam podrões de rua, a cidade fedia a maconha, todo mundo parecia estramente drogado e estranho, tudo na cidade parecia ser sobre sexo e maconha e em as prostitutas se mostrando nas janelas não colaborava pro clima geral da cidade. Acabei comendo uma pizza ruim que eu enchi de ketchup (dane-se, já tava tudo zuando mesmo).

Depois fomos para um Sex Show. Na entrada estava escrito o que era apresentado durante o show, todos os numeros em vermelho, com a excessão de um em amarelo: Banana Show. O que diabos é Banana Show? Eu não parava de repetir aquilo, até porque é legal de falar “Banana Show”.

Primeiro vimos um strip tease no melhor estilo Cabaret, foi divertido e não vulgar ou sexy e a menina era bem gordinha. Seguindo, uma striper que fazia acrobacias e mais acrobacias no Pole Dance. Ela chamou um cara no palco e começou a dançar com ele, depois colocou uma caneta e escreveu “Moulin Rouge” (o nome do lugar) no peito dele. Isso deveria ser considerado algum tipo de arte.

Para o próximo show, veio uma mulher horrorosa vestida de Russa. Ela fez suas dancinhas para lá e para cá e depoisc chamou o Nick, um dos garotos do nosso grupo, para o palco. Depois de dançar um pouco com ele, ela tirou uma cortinha de e deu para ele segurar e saiu dançando pelo palco. Não parava de sair cordinha, que ela ia enrolando em volta do Nick. Eu e Marcela passavamos mal de tanto rir. A cara do Nick era impagável.

Depois veio o momento mais constrangedor de toda a viagem. O show de sexo ao vivo. Se isso já parece ruim o suficiente, é porque você não viu a mulher. Só sei que não era travesti porque comprovei com meus próprios olhos. Ela entrou no palco vestida de freira, e depois um cara vestindo um manto preto entrou e eles começaram a se acariciar. Era nojento e ensaiado. Tudo errado em diversos níveis diferentes, como que a mulher me aparece pra fazer isso vestida de freira? E a trilha sonora de canto gregoriano? Ai, pai do céu.

Eu não sabia o que poderia seguir esse numero, mas foi ai que tivemos o ponto alto da noite. Uma mulher entrou e dançava salsa ou qualquer outra musica latina loucamente. Então ela começou a chamar pessoas para o palco. Primeiro tentou chamar um garoto no nosso grupo que não quis ir, então o garoto do lado, também do nosso grupo, o Jono, foi no lugar dele. E ai ela chamou a Marcela, que me perguntou se deveria ir. Claro, Marcela, que mal vai fazer?

Então estava no palco o Jono, a Marcela e outras quatro pessoas. Primeiro ela dançou com cada um deles e depois fez um strip. E foi ai que eu descobrir o que é Banana Show. Ela colocava a banana e fazia os outros comerem. Eu não conseguia parar de rir. No final, quando o ultimo cara foi pegar a banana, ela ainda deu uma chave de buceta nele. Boas memórias. Coitada da Marcela.

Saimos todos traumatizados do Sex Show e fomos para um bar encontrar com o resto do pessoal que não foi no show. Meu maior desespero mesmo era que tinha esquecido de comprar as moedas para tomar banho. Lembra que eu falei que esse era o pior acampamento? Tinha que pagar um euro para tomar banho, e a recepção só ficava aberta até as 23h. Com sorte, algumas pessoas foram embora cedo, e eu dei umas moedinhas para que eles comprassem moedas para eu e a Marcela tomarmos banho no dia seguinte de manhã.

Andamos bastante pelo Red Light district e pouco a pouco fui me acostumando mais com o clima, mas ainda sem gostar muito. Até tinham alguns restaurantes legais e estava muito cheio pra uma terça-feira. Imagino o inferno que não deve ser em finais de semana. Tudo parecia uma grande Lapa, só que pior.

Foi só depois quando fomos voltar para o acampamento que eu entendi a cidade. O Red Light District não representa Amsterdã. A cidade é linda e charmosa e tem muito mais a oferecer do que só maconha e prostitutas.

A noite foi muito fria e vestou bastante. Eu e Marcela tivemos que acordar de madrugada para prender a capa na barraca. De manhã, ainda estava bem frio e continou assim pelo resto do tempo que ficamos em Amsterdã, o que foi uma grande melhorar do calor que estavamos passando nos outros lugares.

No dia seguinte, fomos todos fazer um tour de bicicleta pela cidade. Tinham seis anos que eu não andanva em uma, mas realmente é uma coisa que não se esquece, cinco minutos depois já estava andando como se andasse todo dia com aquilo. Todas as cidades da Europa tem muitas bicicletas, mas Amsterdã realmente bate todos os recordes. Existem estacionamentos e mais estacionametos de bicicleta, e as bicicletas mais bonitas que já vi.

O cara que foi nosso guia era um rastafari muito louco. Ele era bem engraçado e conversamos enquanto pedalavamos. Ele disse que morou seis meses na Bahia, e que foram os melhores seis meses da vida dele. “Six months partying” ele disse.

Andar de bicicleta por Amsterdã foi uma das coisas mais legais que já fiz até agora. Talvez até mais legal que o Ice Bar. Que saudades que eu estava de andar de bicicleta também. E que delicia de cidade! Amsterdã me conquistou ai, dane-se o Red Light District.

Depois do tour, eu e Marcela saimos andando pela cidade e seguimos para a Heineken Experience. Odeio cerveja, mas fui mesmo assim. Não tem nada de muito interessante, só uns caras muito gatos que trabalham por lá. Estão de parabéns. Alias, Amsterdã inteira está de parabéns. No final, fomos para o terraço do prédio comer o melhor hamburguer que eu comi até agora na Europa e beber (mais) cerveja. Melhor parte da Heineken Experience é que você sai de lá beeeeem. Talvez eu até goste mais de cerveja agora. Mentira, não gosto, não.

Estava chovendo, compramos umas capinhas de chuva na lojinha da Heineken e fomos para o museu do Van Gogh. Não sem antes ficarmos perdidas e entrarmos no museu errado, comprarmos tickets e só então perceber que era o lugar certo. Pelo menos recebemos nosso dinheiro de volta.

Ai sim chegamos no museu do Van Gogh. Tinha uma fila do tamanho de um pequeno país. Pera. A Holanda é um pequeno país. Tinha uma fila ocupando a Holanda inteira para entrar no museu. Eu estava falando dessa droga de museu desde antes de viajar, era a segunda coisa que eu mais fazia questão de ver, logo depois do Jardim de Monet (alguém gosta de impressionismo), mas e agora essa fila? A gente só tinha mais esse dia em Amsterdã, o museu ia fechar as 17h, nem dava pra ter certeza se iamos entrar ou não! Fiz o que qualquer pessoa madura faria: comecei a chorar e dizer que queria minha mãe. Talvez isso tivesse um pouco a ver com a Heineken Experience. Roubei wi-fi do museu em frente para consegui falar com a minha mãe e decidi ficar na fila.

Demorou um pouco menos de uma hora para conseguir entrar, o que foi muito menos do que eu esperava. A Marcela não entrou comigo, tinha saido para encontrar com alguns amigos. Adorei o museu, tinham todas as obras mais conhecidas e diversas outras coisas, como rascunhos, etc. Já posso riscar isso da lista.

Depois fui para o Red Light District encontrar a Marcela e os amigos. Mal conheci o menino e já combinamos de ir negociar com as prostitutas de ver quanto elas cobravam pelo casal. É assim que eu conheço as pessoas: “oi, tudo bem? Meu nome é Gabriela, vamos pegar umas putas?” Minha vó vai ler isso? Vó, a gente não fez nada, era só de brincadeira pra ver como que se negociava e tal.

Depois fomos encontrar com o resto do grupo para o último jantar. Era um restaurante chinês enorme. Depois fomos para uma festa no barco open bar! Yey! Pôr do sol mais bonito da viagem. Depois da festa, fomos para uma boate, depois algumas pessoas foram para um Coffee Shop (os lugares onde se pode comprar e consumir drogas) e o resto de nós para bar. Sei que as pessoas foram se perdendo/ficando muito loucas/passando mal no caminho e o grupo foi ficando cada vez menor. Vocês não sabem se comportar em Amsterdã mesmo, né, galera?

Hoje de manhã acordamos (ou não dormimos), desarmamos nossas barracas pela última vez, eu lavei meu cabelo na pia porque esqueci de comprar a moeda para tomar banho e agora estamos em um barco a caminho da Inglaterra e depois um ônibus para Londres. Já nós despedimos de quatro do grupo que ficaram em Amsterdã e do Victor, nosso motorista, e da Sam, a cozinheira, que ficaram na Bélgica onde pegamos o barco.

Odeio despedidas, mas todo carnaval tem seu fim e agora é hora de ir passear pela Inglaterra com a Marcela. Vou sentir saudades do pessoal.

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