06
ago
CATEGORIA: Textos, Viagem

Na Europa: Berlim

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Antes de ir chegar em Berlim, fizemos uma pequena parada para conhecer Dresden e almoçar por lá. Parecia ser o destino preferido da terceira idade, grupos e mais grupos de tour de velhinhos amontoados pela cidade. Alias, todas as cidades estavam começando a parecer iguais: palácios, pontes, igrejas, jardins, tudo com mais ou menos a mesma cara.

Por esse motivo, Berlim foi como um sopro de ar fresco (algum professor de redação meu se revirou agora pela expressão lugar-comum, desculpa, foi necessário). Dá pra contar nós dedos quantos monumentos desses bem europeos existem na cidade, porque 70% de Berlim foi destruida na Segunda Guerra, e a maioria das coisas que deixaria Berlim com a cara igual ao resto da Europa foi embora com as bombas. Algo típico de Berlim são monumentos modernos, simples e subjetivos, principalmente em homenagem as vitimas da Segunda Guerra e do Nazismo. Mas calma, daqui a pouco eu volto pra isso.

Enfim, fizemos um tour pela cidade e fomos para o nosso hostel. Camas!!! Jantamos todos no restaurante do hostel, e depois eu e Marcela saimos para dar uma volta pelas redondezas. O muro de Berlim ficava a um quarteirão do hostel, e depois de passear um pouco, comemos uma pizza e voltamos para o hostel.

Saimos procurando o pessoal lá dentro (o hostel era bem grande) e passamos por uma casinha que ficava no meio do jardim, parecia um pouco com um ateliê. Lá dentro encontramos com um dos nossos amigos que estão fazendo o tour com a gente, ele estava conversando com um senhor que parecia bem hippie que provavelmente trabalhava no ateliê. Assim que entro, só vejo o cara discutindo com o nosso amigo que ele era deus. Daí dá pra ver a sanidade do cara. Enfim, salvamos nosso amigo e fomos para o bar do hostel encontrar o resto do pessoal.

A Marcela voltou para o quarto um tempo depois, porque estava com medo de machucar mais o pé e não conseguir andar no dia seguinte, e eu fiquei com o pessoal até tarde, fomos comer kebab de madrugada e depois fomos dormir. Isso porque dissemos que ia ser uma noite calma, já que o dia seguinte seria cansativo e tinhamos que acordar cedo. Noite calma, há há, tá.

Enfim, no dia seguinte descobri um aspecto positivo do acampamento: não ter que dividir o banheiro com outras três garotas. Adoro as outras duas meninas que estavam com a gente no quarto, mas odeio essa confusão matinal de mulher dividindo banheiro. No acampamento, acordava e ia direto alguma das cabines de chuveiro, sempre sem fila já que tinham várias, depois escolhia um dos espelhos para me arrumar e fim. Acabei não conseguindo tomar café da manhã para não perder a hora do tour.

Fizemos um tour histórico por Berlim, onde o guia nos levava para os principais lugares marcantes da Segunda Guerra e da época do Muro de Berlim. Mas que cidade com história. As duas coisas se confundem, no mesmo lugar em que está um pedaço do muro, conhecido por uma familia inteira que conseguiu atravessar para o outro lado por rapel, está os restos da sede do governo de Hitler. Alias, tudo são restos, ou só o lugar onde custumava ficar, mas que agora tem algum prédio em cima.

Ele nos levou para o Memorial do Holocaustro. Lembro de passar por ele no dia anterior e ficar muito curiosa para entender qual seria o significado. Ok, homenagem as vitímas do holocaustro, mas o que significa? Foi um grande desapontamento ao descobrir que não significa nada. O lugar onde ele fica localizado não significa nada, o número de blocos também não, nem seus tamanhos diferentes, nem o chão irregular. A artista simplesmente criou aquilo, colocou ali e disse que era um monumento para o Holocaustro só por falar. Acredito que o que seja mais significativo ali é que a mesma empresa que ajudou a construir o memorial foi também a mesma empresa que fabricou as câmaras de gás da Segunda Guerra. Com sinceridade, acho que é um parque muito interessante, mas que não atinge o objetivo que gostaria de atingir de Memorial.

Mas o que gosto realmente é que os alemães não tentam esconder essa parte da história deles. Eles assumem, falam sobre, se desculpam, homenageiam e superaram. Dá melhor maneira que dá para superar algo desse tipo.

Depois eu e Marcela tivemos o dia livre para andar pela cidade. Como já tinhamos conhecido tudo que queriamos com o tour histórico, tivemos muito mais tempo livre do que normamente teriamos. A Marcela finalmente comprou o seu iPhone, que ela estava louca para comprar desde que o dela foi roubado e depois saimos para procurar um lugar para almoçar. Seguimos a regra numero 1 de restaurantes: vá onde tem bastante gente. Acabei comendo um prato prêmiado em algum evento de culinária, delicia. Sorte? Será que estavamos com sorte?

Fizemos algumas compras na cidade e depois fomos para o Checkpoint Charlie, o ponto de encontro onde o ônibus iria nos buscar para nos levar de volta para o hostel e no caminho a Marcela conseguiu torcer o mesmo pé que estava ruim de novo em um lugar diferente. Sabe o que é pior? Ela tá acendendo velas em todas as igrejas que a gente vai, mas nem assim o encosto sai.

Voltamos para o hostel para nos arrumarmos para o Pub Crawling, que consiste em ir de Pub em Pub durante a noite e no final ir para uma boate. A Marcela decidiu ir, mesmo com o pé ruim.

Eu estava bastante animada e achei que seria bem legal, mas quando chegamos no ponto de encontro, vi o quão errada eu estava. Não seria só o nosso grupo, mas também mais uns 2 ou 3 outros grupos de Gappys. O que são Gappys? Calma que eu explico.

Em alguns desses países que falam inglês – EUA, Austrália, África do Sul, Inglaterra, etc – é comum que se tire um ano entre o ensino médio e entrar para a faculdade para ficar viajando. Daí o nome “Gappy”, que vem de “gap”, algo como buraco ou lacuna em inglês. A desculpa que se dá para os pais é que isso vai te dar bagagem cultural, mas na verdade é uma desculpa para ficar bebado 100% do tempo e se comportar como algum tipo de macaco no cio. Eu nunca tive tanta vergonha de fazer parte de um grupo como estava naquele momento. Eles gritavam, se batiam, eram estúpidos e mal educados até com os guias. Observa-los era algo digno de Animal Planet.

Ainda assim conseguimos nos divertir, mas provavelmente não tanto quanto se estivessemos só nós, ou se tivessemos ficado no bar do hostel. A Marcela desistiu por causa do pé no segundo pub e eu desisti de entrar na boate e ter que ficar mais no mesmo ambiente que os Gappys durante o resto da noite e voltei para o hostel, que ficava a um quarteirão da boate, com mais um pessoal do nosso grupo.

Nessa manhã, colocamos nossas coisas no ônibus e partimos para o nosso último destino antes de Londres com o grupo: Amsterdã. Estou bastante triste de ter que me despedir deles, mas tudo que começa tem que terminar, né?

PS: O que mais vou sentir falta da Alemanha é o chocolate Kinder em tudo quanto é lugar.

04
ago
CATEGORIA: Textos, Viagem

Na Europa: Praga

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Chegamos em Praga e fomos em um tour pela cidade. A Marcela, que não estava podendo andar, foi direto para o acampamento. Praga é linda, absolutamente linda, mas a G (nossa guia) fez várias especificações: não ir com ninguém que diga ser da policia no metro e que precisa pegar informações do seu passaporte (bom, isso era meio obvio) e não pegar qualquer taxi na rua, só os que fossem da AAA ou City Taxi. O ideal seria que se precisassemos, pedissemos para o bar ou boate pedir um taxi para a gente.

Voltamos para o acampamento de metro, jantamos e nos arrumamos para ir para uma boate no centro. Antes, tomamos shots de Absinto (aijesuscristo) e Jagermeister para comemorar o aniversário do Victor, nosso motorista, e da Sam, a cozinheira. A Marcela ficou deprimida na barraca por causa do pé, descançando para poder ir andar pela cidade no dia seguinte.

Primeiro fomos para um pub chamando Propaganda, era muito lotado e com vários posters da época da União Soviética. Ficamos lá por algum tempo e depois saimos para a maior boate da Europa Central. Andando pela rua de madrugada, dá pra perceber que Praga parece uma grande Lapa – ou Augusta, caso estejamos falando de São Paulo. Vários jovens indo de uma boate para outra, inclusive dá pra ver que existem vários tours que são assim: você vai com um grande grupo indo de boate em boate.

Enfim, a boate tinham 5 andares, cada um com uma pista e um tipo de música diferente, várias dançarinas. Mas definitivamente o mais legal de tudo era o Ice Bar. Você tinha que pagar 150 coroas (moeda da Republica Checa, por volta de 15 reais) para entrar, nesse preço estava incluso um drink lá dentro. Eu já sabia da existencia desses Ice Bars, mas não sabia que era desse jeito. A sessão começava em um horário específico e durava 20 minutos. Eles te dão luvas e um casaco da Heineken que parecia um poncho e abrem uma porta que parece um freezer gigante. Lá dentro é TUDO de gelo, o bancos, poltronas, balcão e copos. Uma dos lugares mais legais que já fui.

Durante a noite os grupos foram aos poucos saindo para voltar ao acampamento, fiquei até tarde para sair com os últimos quatro para dividirmos o taxi. Saindo da balada, não conseguiamos achar nenhum dos taxis que a G tinha dito que seriam seguros, fomos andando até o Old Town onde acabamos encontrando com todo mundo que já tinha saido da boate, inclusive a G, todos em uma lanchonete. Entramos para comprar algo para comer e eles foram todos em taxis que o atendente tinha chamado e depois era a nossa vez. O problema é que agora eramos 5, o que significa que teriamos que pedir 2 taxis. Tentamos encontrar algum na rua que levasse nós 5, mas não encontramos. Acabou que eu e 2 mexicanos entramos num dos taxis da AAA que tinhamos encontrado.

Foi ai que começou. As duas criaturas não tinham dinheiro para o taxi, tinham gastado tudo na balada e não tinham se dado ao trabalho de avisar até agora, e a G tinha deixado muito claro que era para ter o dinheiro separado para o taxi. O taxista tinha cobrado 500 coroas para ir até o nosso acampamento, mas teve que dar uma volta gigantesca para achar um caixa eletrônico para os gênios. Quando eles voltam para o taxi, estão com o dinheiro contado para o taxi. É, e se o cara quiser mais depois de ter dado essa volta no inferno por causa dos irresponsáveis ai? Moi que vai quer pagar, é? Me segurei para não dar um escândalo com eles, tamanha era minha raiva. Decidi que só ia fazer isso caso o cara realmente cobrasse a mais, o que ele não fez. Cobrou as 500 coroas dele mesmo e foi embora. Sorte dos mexicanos.

No dia seguinte, eu e Marcela acordamos cedo e fomos para o centro, visitamos o Palacio de Praga, a Ponte Charles, o museu do comunismo (não dá pra ter idéia de como eles odeiam o comunismo só contando assim, mas é muito ódio mesmo. Alias, o museu fica em cima de um McDonald’s e do lado de um cassino. É assim que se mostra que superou o comunismo mesmo.), Old Town e andamos a cidade inteira, até compras nós fizemos. É tudo bem barato para os padrões europeus, e se come muito bem por pouco.

Praga é provavelmente a minha segunda ou terceira cidade favorita até agora (mais ou menos junto de Paris. Viena é com certeza a primeira), mas é uma das que eu me senti menos a vontade. Acredito que seja o conjunto de calor, dinheiro diferente, quase nenhum lugar aceitar cartão, lingua estranha e tantas recomendações, mas de alguma forma não me sentia totalmente segura. O que não atrapalhou em nada, na verdade só tornou mais interessante. Alias, não sei se já comentei, mas eu e a Marcela temos uma brincadeira, toda vez que vemos um cara bonito começamos a bater palma e falar “parabéns, você está de parabéns” ou algo assim. E o pessoal de Praga está todo de parabéns, viu? Ô povo alto, todos – homens e mulheres – da minha altura ou mais altos (tenho 1,75). E não foi só eu que percebi, todo mundo do tour comentou. Pena que são bem grossos, uma grosseria cultural. Se você esbarrar em alguém, vão quase te bater. Se você entrar em algum comercio para pedir informação, outra grosseria. Mas normalmente pedir informação para pessoas na rua não é um problema. Até os que não falavam inglês foram bastante prestativos. Grosseria deve ser algo cultural.

Enfim, voltamos para o acampamento de taxi (a Marcela não estava mais querendo andar depois de tudo que tinhamos andado, e para voltar de metro tinhamos que andar uns 15 minutos) quando já estava escuro (o que significa tarde, porque o sol se põe as 21h). Não sabia que dava para fazer tanta coisa assim em um dia antes de fazer essa viagem, mas dá. Nunca mais reclamo de tempo quando voltar para o Brasil.

A noite teve uma tempestade horrorosa. Acordei com os trovões, muita chuva e um vento muito forte. Fiquei desesperada e sai enfiando coisas na mala pensando que se a barraca arrebentasse, era aquilo ali que eu iria conseguir salvar. E ainda fiquei claustrofóbicamente pensando em como sair se desmontasse. Não consegui dormir até a chuva diminuir, uma meia hora depois. Foi desesperador. Ainda bem que estamos a caminho de Berlim agora, onde vamos ficar em um HOSTEL! YEAH! CONFORTO!

02
ago
CATEGORIA: Textos, Viagem

Na Europa: Viena e Munique

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Assim que chegamos na Austria já dava pra notar a diferença. As casas que viamos na estrada eram lindas. Saimos do ônibus e o sol e o calor não tentaram nos matar, na verdade o tempo estava bem agradável. Fomos para um restaurante na beira da estrada para almoçar e, adivinha só? As garçonetes usavam roupas típicas! Obviamente comi linguiça, para celebrar a cultura germânica e tomei o melhor ice tea da minha vida, só deus sabe o que estava nele, porque eu não tinha a menor ideia do que eu estava pedindo.

Chegamos em Viena e paramos no Palácio de Schonbrunn, visitamos os jardins e subimos um pequeno morro para ter uma linda vista de Viena. Queria ter tido tempo de ir no Zoológico para ver os pandas, mas nada na vida é perfeito.

Esfriou bastante e parecia que ia chover, fomos para o campamento montar as barracas e umas duas vezes vimos uma barraca que ainda não estava presa voando por ai. A nossa quase voou também. Fomos no mercado e compramos um vinho, que depois abriu dentro da mochila da Marcela e molhou tudo. Acho que a Marcela tá precisando se benzer. Todos ficamos conversando no acampamento até tarde e depois fomos dormir.

No dia seguinte fomos passear pela cidade. Como eu e a Marcela já tinhamos tido a experiencia em Veneza de que não é bom sair com grupo grande (acaba que você não consegue fazer nada), saimos só nós duas. Fomos na Catedral St. Euhfowhfohwofhow. Não sou fã de igrejas, mas eu não tinha nem palavras para aquela. Decidi que gosto de arquitetura gótica.

Depois tentamos ir para um lugar que supostamente seria uma casa na arvore. Não me pergunte, também não entendi. Mas não estavamos conseguindo lidar bem com os mapas e os nomes das ruas pareciam que só tinham consoantes, então desistimos e decidimos ir para outro lugar.

Foi mais ou menos ai que eu começei a surtar. Surtar mesmo. Viena até agora era a cidade que eu mais tinha gostado e eu queria fazer tudo que podia, e não sabia por onde começar. Fomos para o metrô e fiz a gente entrar no trem e sair e trocar de linha três vezes porque não conseguia decidir o que eu queria ver primeiro. Maluca. Até que a Marcela tirou os mapas da minha mão e fomos para a Opera House, só pra descobrir que nos já tinhamos ido para a Opera House sem saber que era ela.

Alias, falando em Opera House, por toda a cidade ficam vendedores de ingressos para os espetáculos que acontecem lá. Todos muito simpáticos. NÃO PARE. Eles vão consumir todo o seu tempo. Quando estavamos entrando em um parque, um deles me chamou, e eu, como não sei dizer não, parei e ficamos lá presas por uns 15 minutos. Algumas pessoas do grupo foram assistir o espetáculo a noite, que dizem ser muito legal.

Andamos por Viena inteira (acidentalmente pelo mesmo lugar 2 vezes por erros de cálculo) e depois nos encontramos com o resto do grupo para ir no Museu do Schnaps. Schnaps é um tipo de bebida que aparentemente pode ser qualquer coisa (inclusive a própria wikipédia diz que se refere a qualquer tipo de águardente, especialmente as com teor acima de 32%), Jaggermeister é um tipo de Schnaps, outros são como licores ou vodkas de sabores e o tipo mais antigo de Schnaps é o famoso Absinto. Também tinha um outro tipo que era de laranja com flocos de ouro, e eu nem sabia que se podia beber ouro.O lugar fabrica o absinto mais antigo e forte da Europa e no final do tour tinhamos direito a 7 shots das diferentes bebidas. Obvio que fomos direto no Absinto e depois eu fiquei uns bons 5 minutos sentada esperando a morte. Os licores era muito gostosos também, e os flocos de ouro – bem, não sei o que eu esperava – não tem gosto de ouro. Acredite, 7 shots é muito.

Depois fomos para um parque de diversões com o infeliz nome de Wiener, que todos os americanos zuaram. A entrada e franca, e os brinquedos custam por volta de 4 euros cada. Deixa eu te contar, não coma um prato de macarrão logo antes de ir numa montanha-russa, ok?

Ficamos no parque até bem tarde, não tem fila para os brinquenos, então dá pra aproveitar bastante. Depois voltamos para o acampamento e nos preparamos para abandonar Viena no dia seguinte. Alias, Viena foi com certeza a cidade que mais gostei até agora.

Saimos de manhã cedo de Viena a caminho de Munique, mas antes visitamos um campo de concentração. Melhor jeito de acabar com o espírito da galera. Apesar disso, a visita foi muito interessante. Vi as camaras de gás e crematórios, mas o mais interessante de tudo foi ver cartões de aniversário e outras coisas feitas pelos prisioneiros. Mesmo lá dentro, eles ainda encontravam espaço para esse tipo de coisa. Incrível.

Chegamos em Munique depois do almoço e fomos direto para o acampamento montar as barracas e depois saimos para um tour pela cidade. Não gostei de Munique, talvez tivesse gostado mais se não tivesse acabado de sair de Viena, que era incrível. Comparadas, Munique parece pequena e turistica demais. O Townhall da cidade é o mais bonito, mas fora isso não tem muito mais o que ver.

Fomos jantar no lugar onde foi criado o Partido Nazista, o Hofbräuhaus. Ainda não sei se acho isso muito legal ou muito aterrorizante. Todos comemos pratos tipicos e bebemos cerveja alemãs em canecas gigantescas. Depois, saimos para um bar onde ficamos até tarde, mas não sem antes a Marcela torcer o pé e ter que voltar pro acampamento porque não conseguia andar. O bar era mexicano, o que foi um leve desapontamento. Queriamos ir para uma boate depois, mas todas eram muito afastadas do centro da cidade, então desistimos e ficamos por um pub por lá mesmo e depois voltamos para o acampamento.

A noite congelamos. Provavelmente porque choveu e esquecemos de colocar a capa impermeável na barraca, agora também não durmo mais sem. Se bem que serão só mais algumas poucas noites na barraca agora, já que vamos ficar em um alberque em Berlim.

Hoje de manhã já saimos para Praga, ainda bem que a cidade que eu menos gostei é também a que menos ficamos. Não sei o que vai ser de mim, já que a Marcela não pode andar.

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